Já fazia algumas horas que Jonas estava ali no barco, pescando bem no meio do lago. Era uma manhã calma, céu azul, o tempo ideal. Sorriu mesmo ainda não tendo apanhado nenhum peixe por menor que fosse.
Então ocorreu-lhe algo. Olhou para as margens. Não viu nem as garças nem as capivaras que costumavam frequentar o lago. Cerrou os olhos. Parecia ser o único ser vivo naquele lugar. Olhou para a água, uma sobrancelha mais erguida que a outra. Foi quando viu aquilo.
Pegou um dos remos e usou-o para cutucar a coisa que parecia ter a consistência de uma mancha de óleo. Fez cara de nojo e lançou um olhar para as águas tranquilas. Remou de volta a margem sempre de olho nas águas. Ia puxar a canoa para o seco quando viu aquela mancha aproximar-se. Recuou alguns passos. Olhou por sobre o ombro na direção do seu velho fusquinha estacionado a uns dez metros de distância.
Tornou a olhar para a coisa. Gritou, os olhos arregalados ao percebe que aquilo estava fora da água. Uma gosma negra e reluzente.
Jonas virou-se e correu na direção do carro. Nunca chegou no veículo. E também não compareceu no serviço na segunda-feira. Nunca mais foi visto. Nunca mais.
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