O Mistério da Fazenda


O Mistério da Fazenda 


O fazendeiro Amos Barrett vivia sozinho em uma fazenda isolada, cercada por pinheiros retorcidos e neblina constante, no interior do Maine. A vida era dura, mas previsível: cuidar das vacas, consertar cercas e esperar pela chegada do inverno.


Numa noite de outubro, o vento soprava forte e a lua cheia mal conseguia atravessar a névoa. Amos ouviu um zumbido baixo, como um motor distante, mas contínuo, que parecia vir do céu. Primeiro ignorou, depois parou o que estava fazendo, os ouvidos atentos. O som se aproximava.


No campo, as vacas ficaram inquietas, balindo sem parar. Amos saiu com a lanterna, e a luz refletiu algo estranho: um objeto flutuando, grande, metálico, sem asas, sem forma familiar, pairando sobre o celeiro. Um frio percorreu sua espinha. Tentou recuar, mas era tarde. Uma força invisível o levantou do chão, e tudo se tornou silêncio e escuridão.


Quando o fazendeiro abriu os olhos, estava deitado no chão da sala da fazenda, mas algo estava errado. O ar parecia pesado, o cheiro metálico, e as sombras dançavam com vida própria. Olhou em volta e percebeu que uma de suas vacas desaparecera. Ele sentiu algo rasgar o ar, um sussurro não humano, chamando pelo campo. Tentou correr, mas suas pernas não obedeciam.


Na manhã seguinte, os vizinhos encontraram a fazenda de Amos aberta, portas batendo ao vento. A lanterna estava caída, o celeiro intacto, mas a vaca nunca foi encontrada. E Amos… Amos também não. Apenas rastros estranhos no solo levavam para a floresta, desaparecendo de repente, como se o chão tivesse engolido tudo.


Dizem que, nas noites de lua cheia, o zumbido retorna, e o vento traz o cheiro metálico do nada. Quem se aproxima da fazenda vê uma figura olhando da neblina — mas ninguém jamais confirma se é Amos ou algo que tomou seu lugar.

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