A lua subiu sem pressa.
Na pequena vila, as portas já estavam trancadas antes mesmo de escurecer.
Mateus caminhava pela estrada de terra com a espingarda no ombro. Era o único que ainda caçava lobisomens. Não por coragem. Por hábito.
Parou diante da velha casa abandonada no alto do morro. A mesma casa onde, anos antes, tinham encontrado seu pai morto no quintal… rasgado como se por garras.
A porta rangeu quando ele entrou.
Lá dentro havia apenas poeira, uma mesa velha e um espelho manchado na parede.
Mateus passou diante do espelho e congelou.
A lua cheia entrava pela janela atrás dele.
No reflexo, havia duas coisas que não estavam na sala.
Dentes.
E outro par de olhos…
amarelos…
observando por dentro. 🐺🌙